segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vazio

Desde quando é preciso sofrer para se manter de pé?
Desde quando sois assim?
Desde quando não consegues responder os próprios questionamentos?
Burrice? Talvez
Desde quando ela mente?
Um vazio só seu, um céu vazio.
Desde quando isso é ruim?
A consciência pesa
Inconstância
É doentio?
Sombrio, por que não?
Em que lugar escondes a sua verdade? (se é que existe)
Desde quando se tornou tão impotente?
Desde quando não consegues negar?
Dizer não com o corpo é como manter a integridade
Primeira vez... consciente.
E a sensação é o vazio da mentira
O silêncio de uma verdade que não deveria existir.
Por que será que dói tanto agora?
Só agora, após tantos...
És vazio e o que lhe resta é estar só.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Beijo a boca da garrafa, já vazia, como se fossem os seus lábios (não mais sedentos pelos meus), com a mesma intensidade, notório prazer e saudade desnecessários de serem lembrados ou se quer mencionados. No esquecimento de um tempo úmido que se findou devagar como saliva no deserto, simplesmente inexistente ou esquecido, somente para você.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Não cabe

Ela escrevia lindamente sobre coisas, sentimentos que jamais sentira. Não era fingidora, nem pode-se dizer que eram mentiras, apenas algumas controversas histórias que se entrecruzaram até não poder mais. E ainda se culpa pelo céu estar tão azul. Era um estado que não cabia em si  e agora vazio.