Os teus silêncios já não me perturbam mais e se acaso você for pra longe saiba que sentirei sua falta, porém, jamais irei atrás de ti. Tocarei a vida pra frente a partir de agora, com aqueles seres que estiverem ao meu lado, aqueles que se foram tiveram suas chances e ponto final. - Era uma conversa consigo mesma no espelho do banheiro, ela estava dizendo o seu último Adeus à aquela que um dia fora, abrindo espaço para aquela a qual ela estava prestes a se tornar.
quarta-feira, 27 de março de 2019
quarta-feira, 20 de março de 2019
Cervejas e outras bebidas alcoólicas tem sido um anestésico
quando não tenho coragem de encarar algumas superficialidades
quando tenho preguiça de pensar meios para sair do vermelho
quando quero esconder as lágrimas
pra não demonstrar o quão frágil sou
pra esconder o quão sensível e ferida estou (lá no fundo)
pra esconder-me de mim mesma
pra fingir que não me importo com questões ligadas a moralidade
moralidade essa de cunho particular escondida no âmago do meu ser
pra não encarar o teto quebrado da casa que parece vazia mas tá cheia de histórias mal resolvidas
pra não encarar o quão sozinha tenho estado.
O anestésico que tem me deixado cada vez mais endividada
o anestésico que tenho usado para não admitir que a tempos ando fora do meu eixo
o anestésico que tem me paralisado
e me impedido de crescer
usado para fingir que está tudo bem
pra estampar sorrisos pro mundo
usado como encorajador
usado para fazer coisas das quais em sã consciência jamais faria.
O anestésico utilizado como desculpa pra toda culpa que carrego no peito de coisas das quais não necessariamente foram (somente) de minha responsabilidade.
o anestésico que ocupa um vazio do qual eu não sei lidar quando de repente me aperta o peito, a mente.
a falsa companhia quando não dou conta de ficar sozinha ou esperar que a companhia humana chegue.
O anestésico pra (falsa) sensação de liberdade afetiva ou ainda sexual
o anestésico utilizado para mentir sobre não saber quais as minhas potencialidades
que me impede de alcança-las em sua plenitude.
quando não tenho coragem de encarar algumas superficialidades
quando tenho preguiça de pensar meios para sair do vermelho
quando quero esconder as lágrimas
pra não demonstrar o quão frágil sou
pra esconder o quão sensível e ferida estou (lá no fundo)
pra esconder-me de mim mesma
pra fingir que não me importo com questões ligadas a moralidade
moralidade essa de cunho particular escondida no âmago do meu ser
pra não encarar o teto quebrado da casa que parece vazia mas tá cheia de histórias mal resolvidas
pra não encarar o quão sozinha tenho estado.
O anestésico que tem me deixado cada vez mais endividada
o anestésico que tenho usado para não admitir que a tempos ando fora do meu eixo
o anestésico que tem me paralisado
e me impedido de crescer
usado para fingir que está tudo bem
pra estampar sorrisos pro mundo
usado como encorajador
usado para fazer coisas das quais em sã consciência jamais faria.
O anestésico utilizado como desculpa pra toda culpa que carrego no peito de coisas das quais não necessariamente foram (somente) de minha responsabilidade.
o anestésico que ocupa um vazio do qual eu não sei lidar quando de repente me aperta o peito, a mente.
a falsa companhia quando não dou conta de ficar sozinha ou esperar que a companhia humana chegue.
O anestésico pra (falsa) sensação de liberdade afetiva ou ainda sexual
o anestésico utilizado para mentir sobre não saber quais as minhas potencialidades
que me impede de alcança-las em sua plenitude.
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