ela nasce com a poesia
e (re)nasce a cada palavra escrita
re
es
cri
ta
não se afoga mais em águas rasas
a tempos deixou de ser
rascunho de si.
e aquele sorriso de canto que só ela...
não, espere um pouco,
era o meu espectro
refletido nas águas profundas
do teu ser
sendo outra sem se saber
neutra
fluída
era criatura (mal) desenhada por um único alguém
quanto mais intenso lhe parecia mais ela se esquivava
afinal o que ela representava em sua vida?!
ora de mãos dadas com teus monstros de estimação
ora enroscando seus monstros aos meus
no milésimo seguinte não era nada
faísca
poética
imaginação
asas
poeira de estrelas
era cosmos
sem atmosfera
nem gravidade
e eu lá,
perdida
sendo coadjuvante da minha própria vida
ou seria tudo invenção da tua mente criativa?!
quiçá, eu era da minha.
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