sexta-feira, 2 de setembro de 2011

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Sotaque encantador
Língua devastadora
Suas palavras soam como música
És atriz do meu palco
Gestos inebriantes
Desconheço teu rosto
O foco de luz não me permite ver
O ensaio corre,
você descorre com tanta leveza
Numa cadeira ao fundo da sala te observo
A orquestra eletônica preenche a distancia
Teu nome não sei


Elocubrei maneiras para aproximar-me
Alguns instantes de devaneios eróticos
e o teu corpo toquei
A tua face vislumbrei
Mais que um simples beijo desejei
Encontrava-me no palco ao lado teu
encenando o mais terrível dos contos
o conto dos encontros sonhados...os que nunca acontecem

Num súbito rompante algo me despertou
Teu suor
Tua pele
Tua língua afiada
Uma espada cravada no peito
Aquelas, as outras, os sujeitos, os apelos
os apegos, os afagos, as muralhas vencidas
E os medos superados...
Tudo não passara de um  pesadelo dentro de um sonho bom.


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