domingo, 17 de junho de 2012

Árvore

Árvore que de longe avisto
no crepusculo da noite
diante do meu vazio.
Na companhia de nuvens que insistiam em esconder a doce lua
lua dos meus sonhos
árvore dos meus encontros.

Escondida por entre os muros,
vívida dentre pessoas embriagadas,
ao som de uma noite de festa.

A brisa leve move tuas folhas,
tuas ramificações me acolhem
Teu jeito calado
que contempla todo o entorno
e não questiona.
Vida,
Transformações,
luz da noite
paz do campo de batalha
aconchego em noite solitária.

Canção sem melodia
Ruidez em silêncio
Movimento em inérsia
Guerra e paz
Infinitas possibilidades
verde vida
Florescer
amarelo amarronzado
fim de fase.

Um tom mais claro depois do outono
apenas galhos
onde não se percebe vida,
renascer verde claro
verde vida
verde tudo que me prende
imploro, solte-me
replicas:_ não vá, tenho algo a lhe dizer
Parte de mim está em você
Sinto, precinto
mas finjo não saber e sigo
Perdoe-me árvore, por não saber o que queres me dizer
Ar que me impulsa,
ar que me renova,
expulsa,
revigora
e melhora a cada dia.


Valorize o que está fora de você, ainda que lhe pareça inanimado.
Reflita e siga, mas faça por merecer.




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