quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sem chances


Ainda que fotografasse uma árvore em cada lugar que passasse,
mesmo que revelasse cada fotografia esquecida no fundo daquele baú,
não conseguiria reconstruir o jardim ressequido de meus sonhos infantis.

Ainda que retornasse a tenra idade,
o tamanho de tua ingenuidade
e se as folhas resistissem a passagem desse tempo.

Ainda assim não seria o suficiente
O fim se aproximou,
agora, infelizmente, somos adultos.

Jamais retornarei  a árvore que um dia deixei de ser.
Reincarnei pela última vez,
sem chances e inutilmente humano.

Um comentário:

  1. eis um toque trágico e doce, sensibilidade sutil é uma boa caracteristica de seus versos

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