O travesseiro subitamente amanhece no chão,
manhãs de segunda, pós feriado são assim, só há um sentimento - preguiça
E somente quando acordei foi que pude resgatá-lo
Ledo engano,
o resgate em questão é de um poema sonhado enquanto dormia.
Levanto apressadamente,
pego papel e caneta, mas ele não vem
corro para o banheiro,
retiro as roupas,
tomo banho
água quente para lembrar,
no fechar e abrir do chuveiro as palavras começam a surgir de forma de-sor-de-na-da
E no respingar das gotículas de água de meus cabelos
elas se fazem mais nítidas
conotativas, denotativas, mas sem objetivo.
Termino o banho,
seco-me, visto-me,
volto ao quarto às 7h15 da manhã para rabiscar tais palavras soltas de mim
e registrar o que não me pertencia.
A caneta e o papel esperavam-me sorridentes, seriam usados para um bom fim.
A fruição poética se inicia singelamente ingênua
Os latidos de carência do cão vizinho...
Uma sequência desconexa,
placebo,
motorheard,
motor reação,
bateria cadenciada,
mão desarmada
homem de-sal-ma-do
invejoso, solitário
abusivo e indigno de perdão.
Na vigência dos sonhos, calcei os sapatos
guardei o papel e a caneta na bolsa na tentativa de restabelecer os sentidos,
reequilibrar a pulsação,
sai de casa fechando a porta com a chave,
mas sem previsão de retorno
algo lá fora tinha urgência de começar, era o 1º dia do mês
não se pudia parar os inventos
as conexões
mesmo as mais desconexas
e o poema simplesmente sumiu com o papel, a caneta e as canções.
Oi meu nome é Carol Bollyna e faço parte do blog Cinequarto, quero agradecer em nome de Júnior e de toda a equipe do Cinequarto por sua visita no nosso blog e também por nos seguir, já estou seguindo o seu blog também , pois adorei seus textos e poesias, parabéns, um grande beijo, e sucesso amiga!
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