Pouco ou quase nada sentimental... mentira sou e muito
um pouco disso e daquilo também
sem mensurar, nem tente.
Um animal retirado de seu habitat natural
e supostamente...
acorrentado,
engaiolado,
solitário
num lugar estranho
onde a prioridade não é mais a mesma, eu...
a vida (se existiu) perdeu o sentido
porque ela, que de certa maneira era ou é uma ligação contigo
e não está mais aqui
este elo era como se você estivesse comigo o tempo todo
porque parte de ti está nela
e sem ela nada é ou foi...
Necessito voar alto
e de repente retornar a Ser como dantes
no meu inconsciente refuto um passado distante
e cada vez mais próximo
é nele que você está, em todo e não só parte.
E na dúvida não sei se é para este lugar que eu quero ir... ou mais além
completamente perdida do que um dia fui e ainda querendo Ser
você desse jeito torto de viver loucamente tudo agora sem pensar no depois...
E eu, ainda te amando
sem saber que nunca existira por completo
e que no fundo era apenas uma imagética criação minha.
Criação nada, eu vivi você e ainda o quero bem lá no íntimo.
O sentimento sempre existirá, mas vai ficar só na lembrança de algo que existiu e foi bonito e verdadeiro enquanto durou. Esse baú está trancado e não ninguém tem a chave para abri-lo novamente... Obrigada pela poesia, filosofamos pra caralho naquele dia!!!
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