quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Rascunho de si


Ele tinha muito a dizer sobre um suposto por do sol
Escondia-se numa mascara de rebeldia
Digladiava-se com o seu verdadeiro eu
perdia-se sob as sombras dos monstros ora criados por sua mente, 
insensata.

Apaixonava-se por quem não deverias e quem poderia afirmar que daquela vez não era real? E as anteriores teriam sido ficção sentida? 
Delírios, talvez.

Qual a melhor forma de reencontrar algo do qual nunca soube que possuía e de repente nota que perdeu num lugar dentro de si?
Que lugar obscuro seria este?
Uma mente extremamente fértil.

A massa cefálica nada poderia revelar
Preso num inconsciente inavegável
Revela-se quase insano 
inóspito.

O modo como falavas lhe agredia sem perceber que eram falácias triviais 
num tom completamente sarcástico.
Engano(so).

Era pôs, no fim das contas, um verdadeiro (des)equilibrado tentando interagir com o mundo fora de suas criações fantasiosas
e sem se dar conta recriava um universo quase paralelo no qual sentia-se inserido.

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