E achava que tinham tudo para se darem bem como um casal, no entanto, uma delas não via do mesmo modo, envolta por dúvidas, recusava-se a se lançar num desafio romântico.
Ora sua intuição dizia "afaste-se", ora os sentidos, o sentimento, o coração (como dizem, deve comandar) dizia "arrisque-se, afinal já havia passado por humanos piores e sobrevivera, por que não agora, ein?!"
E indagava-se quase que inutilmente, visto que entre dúvidas e suposições não tocava mais no assunto "nós", fora aos poucos dando lugar ao "eu", era preferível ficar sozinha física e emocionalmente (embora segura e apaixonada por si) a estar com alguém cuja confiança não se estabelecera e dadas as circunstâncias jamais seria possível.
E era uma pena não viver o "nós" com aquela criatura tão doce, ora distraída, ora embriagada mas passível de se apaixonar e cuidar.
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