domingo, 21 de agosto de 2016
Sentidos, alguns... livres ou não.
Janela aberta sentiu o vento refrescante, frio e ao olhar para fora viu
um baile, as folhas das bananeiras a dançar de um lado a outro, para
cima e para baixo sincronizadas e freneticamente ao som da música que
se ouvia, Rock, as lembranças dos momentos de moch pit (roda punk), de dança e luta em que
as pessoas do mesmo modo frenético, mas nada sincronizado pulavam,
acotovelavam uns aos outros, dançavam e vibravam liberando adrenalina
capaz de contagiar os que estavam apenas observando enquanto curtiam
o som da banda, completamente envolvidos. E a energia emanada da dança
das folhas das bananeiras envolviam os seres espectadores numa sublime
contemplação de fora para dentro, a partir de dois sentidos vivos e
capazes de levá-los a devaneios nada corriqueiros, a reflexão de algo
maior, a natureza e todas as suas singularidades maravilhosas e capazes
de transformar sensações. E liberdade por todos os lados.
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