sexta-feira, 18 de maio de 2012

Delírios


A tua pele mista tencionei tocar,
Os teus cabelos brancos e em forma de cachos contemplei,
Aquele cheiro de flor invadia minhas narinas.

Tu tomaras três goles de um líquido que mais parecia um doce licor oriundo dos deuses do Olimpo,
lugar de onde vieras.
Deusa mais que amável, eras delicadamente pura
Despertara-me aos fascínios do submundo do prazer.
Já o amor não sei se em ti habitas e não me importo.

Sonhei por dois longos milésimos de segundos afogar-me em teu lago
Lago este nem doce, nem salgado
Límpido e mágico que perturbara minhas noites,
Impedindo-me de entregar-me aos braços de Morfeu  para sonhar belamente com o teu singelo sorriso
Aquela sutil agressão verbal na lascívia de meus tórridos lábios,
envolvendo tua fragilidade em meus braços.

Os teus passos me faziam viajar
e na penumbra da madrugada voava alto
além mar, mergulhando nas tuas profundezas intangíveis.
Escravo do teu jeito angelicalmente demoníaco que me prendia com um olhar visceral.

Eis-me aqui para o teu doce delírio
Livre de rótulos
Sem temer as artimanhas de tuas poções
Aberto aos teus encantos
E puramente teu...
Pronto para ir além das explorações corporais meramente humanas.





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