Uma mulher com cabelos aloirados
sentada numa mesa marron sob um chão rosa desbotado
Segura sua bolsa bege como quem segura um tesouro
mexe e remexe tirando um tórrido cigarro.
O celular, o cigarro ora num cinzeiro ora a mão e a cerveja faziam-lhe companhia.
O vestido vermelho denotava o sentido da sadução
A espectativa
A espera
e eu mero observador espreitava um momento porpício para o convite fatal.
O frio era cortante
ela estava protegida por uma jaqueta preta
E o seu semblante me encantava, como fosse a última,
a criatura mais pura-mente perversa a ignorar os meus olhares, as minhas intenções...
Confesso ser um louco
e ela uma linda miragem.
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