quinta-feira, 28 de abril de 2011

Água

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Na agonia do desejo
trasformo-me em água
para adentrar o teu ser

Saciar-lhe as fantasias
Libertar-te da Angústia
Como água que cai do céu molhar teu corpo

Aprisionado numa cruel realidade
Desolado e enfurecido, Solitário e angustiado
Extremamente irritado, não tenho para onde fugir.

Um caminho tortuoso
Num trânsito assombroso
anseio encontrar-te

Despertá-la do pesadelo
calar as vozes que te atormentam
Refugiar-me dentro de ti

A chuva não para
Os carros não andam, parado estou
O caminho não tem fim.

Transtormar-me em água é o meu maior desejo
Encontrá-la adomecida
Envolvê-la na calmaria do meu rio
Ser inteiramente seu.



Claudia Mayrink e Flor de Plástico

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