terça-feira, 19 de abril de 2011

Febre

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Febre de cólera
Febre de cólica
Frebe, ela sente febre

O tempo fecha
ela se fecha
Desespera-se 

A lua vai 
O sol vem
E no vai e vem da rede ela pede

Suspiros
Sussurros
Agonia

Febre, ela tem febre
Sente calor, frio
Não quer ajuda, é auto suficiente

Febre de amor
Febre paixão
Febre e dor

Febre, febre
Febre, muita febre
Ela quase se derrete 

Entre o derreter
E o reagir ela oscila
é tanta febre que não se reconhece mais.

Febre malária
Febre dengue
Febre do nada

Febre afeto
Febre efêmera
Febre no olhar

Que febre que nada
Ela quer é atenção
Febre que dura o tempo do teu piscar de olhos.

Não, ela tem febre de verdade
Febre tensão
Febre tesão

Essa efêmera febre
Febre que queima os miolhos
Dilacera o sujeito e atormenta a donzela

É tanta febre que ela quase se transforma 
A febre faz parte dela e ela da febre
É febre e mulher, mulher e febre.





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