Sonhei que era um gigante. Esse cara era diferente.
Ele não era como o pé grande, malvado e aterrorizador, muito pelo contrário, esse gigante era pequenino e bondoso, de coração nobre e cultivava a harmonia e a paz em sua Terra. Vivia cantarolando para sua amada donzela. Tudo o que era belo despertava seu interesse.
Sonhei que era um gigante. Esse cara podia fazer todas as coisas que apenas sonho.
Quando sua imaginação revoava por sobre os campos, todas as flores desabrochavam e no mesmo instante em que se via distante daquilo que o faz ser quem é, imediatamente elas murchavam e caiam no solo, fertilizando-o ainda mais.
Sonhei que era um gigante. Esse cara não tinha limites.
Seguia seus instintos sem pestanejar, nem mesmo cogitava a possibilidade de não ser assim ou assado. Às vezes ele se distraia no campo florido e retornava a sua natureza viril no instante seguinte. Caminhando descalço na chuva, ele sentia a maciez e o cheiro da terra fértil e molhada. "Quanta paz há neste lugar", pensava ele.
Sonhei que era um gigante. Mas infelizmente acordei pequenino.
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