terça-feira, 31 de maio de 2011

Alusão à...

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Pastos verdejantes
almas Cálidas
Sonhos instáveis
Ilusões fruídas
Paixões ressequidas
Sorvetes sabor morango.


Contas bancárias no vermelho
Sem critérios estabelecidos
Moscas por sobre os alimentos
Não reclamam dos impostos, fecham-se as Firmas.

Se o pão está caro, deixe de comprar, quem sabe assim a coisa muda
Faça firulas com quem não merece atenção
Negue se for preciso
Encare os medos,
Anceie e busque mudanças.

Atravesse mares
Envolva-se em projetos
Queira e a arrisque o impossível
Seja lilás, azul
Façam da vida um arco íris
Belo e singelo nos significados.

Batendo em retirada 
As preces já não servem
Ouvindo músicas que tentam acalmar os sentidos
Exauridos os artistas pedem oportunidade para se mostrarem.

Pensem o que quiserem
Sejam o que quiserem
Permita-se ao que vier
Cante e encante quando der.

O discurso não precisa ser apocalíptico
Clássicos
Assumindo tarefas diversas
Sem valores fixos.


Inviabilidade da Arte, na arte... que parte
Parte do íntimo para o todo,
e volta do Todo produzindo mais intimidade
Que se desdobra a mil olhos e bocas participantes.

Operam corações em canções que lembram um passado alegre
Oferecem avidez
Opõe-se  n'alvorada
Constroem solidez.

Mãos armadas
Não requerem palmas, nem aplausos, nem complacência
Perdem-se pés, braços e cabeça
Na tentativa de reconstruir uma nação.

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