
Pastos verdejantes
almas Cálidas
Sonhos instáveis
Ilusões fruídas
Paixões ressequidas
Sorvetes sabor morango.
Contas bancárias no vermelho
Sem critérios estabelecidos
Moscas por sobre os alimentos
Não reclamam dos impostos, fecham-se as Firmas.
Se o pão está caro, deixe de comprar, quem sabe assim a coisa muda
Faça firulas com quem não merece atenção
Negue se for preciso
Encare os medos,
Anceie e busque mudanças.
Atravesse mares
Envolva-se em projetos
Queira e a arrisque o impossível
Seja lilás, azul
Façam da vida um arco íris
Belo e singelo nos significados.
Batendo em retirada
As preces já não servem
Ouvindo músicas que tentam acalmar os sentidos
Exauridos os artistas pedem oportunidade para se mostrarem.
Pensem o que quiserem
Sejam o que quiserem
Permita-se ao que vier
Cante e encante quando der.
O discurso não precisa ser apocalíptico
Clássicos
Assumindo tarefas diversas
Sem valores fixos.
Inviabilidade da Arte, na arte... que parte
Parte do íntimo para o todo,
e volta do Todo produzindo mais intimidade
Que se desdobra a mil olhos e bocas participantes.
Operam corações em canções que lembram um passado alegre
Oferecem avidez
Opõe-se n'alvorada
Constroem solidez.
Mãos armadas
Não requerem palmas, nem aplausos, nem complacência
Perdem-se pés, braços e cabeça
Na tentativa de reconstruir uma nação.
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