terça-feira, 17 de maio de 2011



Foco perdido
Corações despedaçados
Caminhos sem volta.

O beijo que não se repetirá,
Os erros que não serão corrigidos,
Anseia-se um grito.

Ponte partida
Pontes de partida
Entre idas e vindas ele se foi.

Nenhuma lágrima foi derramada
Os nervos se aquietaram
Os pensamentos voaram longe.

Não  houve despedida
Não houve uma partida
Ele está entre nós, n'outro plano.

Jardins recequidos pelo calor
Terra umidecida de tanto amor
Paixões incompreendidas que se foram.

Não existe rima,
Não ha clima nem palavras suficientemente boas para descrevê-lo
A solidão bateu a porta dela.

Daqui não se percebe
As canções soam como versos
Versos que o vento leva até ele.

Lágrimas tencionam molhar aqueles olhos
Olhos agora tão tristonhos
Num coração que sente falta

Falta dos desentendimentos,
Das risadas,
Dos conselhos (nunca seguidos), sempre ouvidos.

A ilusão de tê-lo devolta dá-lhe esperança
O pesar é grande demais para ser explicado
O amor permace.

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