Tive sonhos estranhos. Sonhos que me fizeram acordar feito pesadelos, daqueles que a gente busca significados. Eles estavam entranhados no meu incosciente e gritavam: _ "Encare os seus medos!" Tão logo despetei dentro de mim, não queria encará-los de novo. Voltei para o sono e não tardei a sonhar. Esses outros foram tão vicerais quanto os anteriores.

Medo da escuridão
Medo da claridade
Medo do que vem fácil
Medo que chegue tarde.
Medo dos que vão
Medo dos que ficam
Medo dos olhares
Medo de todas as palavras alheias.
Medo tortuoso
Medo tontuoso
Medo do Não
Medo do que está por vir.
Medo do amanhecer
Medo ao entardecer
O medo é tão gigantesco que me sufoca
Medo do Medo.
Medo que atormenta o ego
Medo subentendido no verso
Medo do NADA
Medo de TUDO.
Medo do que posso vir a SER
Medo desses teus olhos famintos
Medo do sangue que corre em tuas veias
Medo de ti sereia.
Medo do que? passo a me perguntar
Medo do amor
Medo de amar
Medo dela, daquela, da outra, da aurora, da flor que murcha...
Medo da não aceitação
Medo da repugnação
Medo da partida
Medo da despedida.
Medo de ter muito
Medo do pouco que me resta
Medo daquela sombra
Medo do ser humano.
Medo daquela imagem
Medo do teu reflexo
Medo da minha imagem refletida
Medo de encarar os próprios medos.
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